BOOM NO MERCADO: HOSPITAIS CHIQUES.

UM NOVO CONCEITO DE MORRER BEM.

 

pecas-xadrez.jpg

            Com os bons resultados da economia nos últimos anos, clínicas e unidades de tratamento médico perceberam que é o momento é de singular oportunidade de ampliação e sofisticação de suas atividades e seu público de doentes. A palavra do momento é medicál ãpigreide.

 

            - O nosso hospital vai investir pesado para atrair um público cada vez maior de cardíacos e diabéticos. Esse é um mercado que cresce dia a dia, cada vez temos mais gente sedenta por insulina, aplicação de dietas terapêuticas, pontes de safena e outras medidas curativas, paliativas ou profiláticas. Para isso estamos investindo pesado na compra de equipamentos que nenhum pobre verá algum dia na sua frente e o rico que for ligado ao equipamento, na hora, já não estará mais tão rico - declarou esfregando a mãos de contentamento, o médico Alfonso Guimarães e Silva diretor de saúde financeira do Hospital Albert Einstein de São Paulo.  

 

            A exceção daqueles que chegam estropiados ou inconscientes, o visual do hospital é muito importante para o doente e principalmente para as visitas. As mudanças nos hospitais estão seguindo o conceito de look and comfort. No parte look, enfermeiras e enfermeiros passaram a vestir  uniforme branco básico desenhados por Alexandre Herchcovitch os cabelos tratados na salão de Celso Nakamura. Os doentes que não tiveram o cabelo perdido na quimioterapia, têm direito a escova. As camas agora são todas king-size, os lençóis e travesseiros trousseau, apartamento super luxo com frigobar e semanalmente um gourmet dá curso de harmonização de vinhos para as visitas. Na maternidade um caixa de havanas é degustada por pais recentes e seus amigos. É mais uma opção da vida, da morte, da noite, da balada, do babado paulistano, a cidade mais incrivelmente fashion e cosmopolita do Brasil.